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“Vacina prepara o sistema imunológico para atacar rapidamente o vírus HIV quando ele entra no organismo”

SIDAUma vacina experimental ajudou macacos portadores de uma variação do vírus da aids a controlarem a infecção durante mais de um ano, o que pode levar a uma vacina para humanos, disseram pesquisadores dos EUA nesta quarta-feira, 11.

 Eles afirmaram que a vacina prepara o sistema imunológico para atacar rapidamente o vírus HIV quando ele entra no organismo, momento em que o vírus é mais vulnerável.

Louis Picker, pesquisador do Centro Nacional de Pesquisas com Primatas do Oregon, cujo estudo foi publicado na revista Nature, disse que um teste da vacina em humanos possivelmente poderá ser feito dentro de três anos.

Testes da vacina com uma versão do vírus em macacos, o chamado vírus da imunodeficiência símia, mostrou que mais de metade dos animais foram capazes de impedir a replicação do vírus, de modo que nem mesmo os testes mais precisos puderam detectar traços da contaminação.

Mais de um ano depois da administração da vacina, a vasta maioria dos macacos manteve o controle sobre a doença.

“Sentimos que (a vacina) tem uma possibilidade de manter o vírus sob completo controle, ou de eliminar o vírus”, disse Picker.

Ele e seus colegas usam um vírus relativamente inócuo, chamado citomegalovírus (CMV), como veículo da vacina experimental para o organismo. Fizeram isso porque os cientistas consideram que a maioria das pessoas já está infectada pelo CMV, que permanece no organismo durante a vida toda, mas em geral causa poucos ou nenhum sintoma.

Picker explicou que, sendo o vírus persistentemente presente, ele mantém o sistema imunológico em alerta, pronto para atacar o vírus assim que ele entra no organismo.

“O que é animador nessa descoberta é que pela primeira vez uma vacina candidata foi capaz de controlar totalmente o vírus em alguns animais”, disse Wayne Koff, cientista-chefe da Iniciativa Internacional da Vacina da Aids, que ajudou a financiar o estudo.

Atualmente, não existe cura para a Aids, mas coquetéis de medicamentos são capazes de manter a doença controlada por muitos anos.

O vírus HIV, causador da Aids, está presente em cerca de 33,3 milhões de pessoas no mundo todo, segundo a Unaids (agência da ONU para a Aids). Ele já matou mais de 25 milhões desde que surgiu, há cerca de 30 anos.

Laboratórios e cientistas do mundo todo vêm pesquisando diversas possibilidades de desenvolver uma vacina.

“A novidade aqui é usar uma vacina por administração viral que persiste – essencialmente usando um vírus manipulado para coibir um vírus patogênico”, disse Robin Shattock, professor de imunidade e infecção das mucosas do Imperial College, de Londres, que não participou do estudo.

“Antes disso (…), os cientistas haviam praticamente desistido da ideia de uma vacina que possa controlar a replicação do HIV, (mas) isso a coloca firmemente de volta na pauta.”

Picker disse que o próximo passo é produzir uma versão atenuada do CMV, para assegurar que ele não cause efeitos colaterais.

Raltegravir A Administração dos Alimentos e Medicamentos (FDA) aprovou nesta sexta-feira um novo remédio contra o HIV que, administrado com outros antiretrovirais, impede a reprodução do vírus. A agência federal informou que o Edurant (rilpivirina), fabricado pela Raritan, é para pacientes que nunca iniciaram algum tratamento contra infecções causadas pelo vírus da aids.

O medicamento deve fazer parte de um tratamento com pelo menos outros dois remédios contra a reprodução do HIV, explicou a FDA. O TMC278 deve ser ingerido uma vez ao dia com alimentos e oferece outra opção de tratamento, acrescentou.

O Edurant foi aprovado após a realização de dois exames clínicos com 1,368 mil adultos. Durante os testes, os pacientes foram submetidos de forma aleatória a tratamentos com a rilpivirina ou efavirenz (Sustiva), e com outros fármacos contra o HIV. O resultado mostrou que 83% dos que receberam rilpivirina reduziram a reprodução do vírus a níveis indetectáveis, e os que receberam efavirenz ficaram em 80%.

“Os pacientes podem responder de forma variada a vários remédios contra o HIV, e sentir diversos efeitos colaterais. A aprovação do Edurant por parte da FDA oferece uma opção de tratamento adicional contra o HIV”, disse Edward Cox, funcionário do escritório de avaliação de novos fármacos na FDA.

Os efeitos colaterais mais comuns entre pacientes que tomaram Edurant incluíram depressão, insônia, dores de cabeça e brotoeja. As autoridades advertiram que ele não cura as infecções com HIV e que os pacientes devem seguir um tratamento contínuo para controlar o quadro e reduzir a propensão a doenças causadas pelo vírus.

 

ESTUDO COMPARATIVO DO CONHECIMENTO SOBRE INTOXICAÇÃO BOTULÍNICA ALIMENTAR ENTRE INDIVÍDUOS RESPONSÁVEIS E NÃO RESPONSÁVEIS PELAS COMPRAS DE ALIMENTOS, PRINCIPALMENTE ALIMENTOS ENLATADOS OU EM CONSERVA

A leitura dos  textos da imagem postada revela do que se trata e como foi feita a pesquisa sobre a intoxicação alimentar botulínica. (MERCANDELI)

ESTUDO COMPARATIVO SOBRE O CONHECIMENTO DA HANSENÍASE ENTRE HOMENS E MULHERES DE FAIXAS ETÁRIAS DISTINTAS

Foram comparados os graus de conhecimento entre homens e mulheres (de faixas etárias distintas) sobre Hanseníase. (MENEZES)

 

 

INTRODUÇÃO

Pertencentes ao Domínio Eukaryota são, em geral*, organismos autotróficos que possuem organelas membranosas, em especial cloroplastos**, que são capazes, na presença de luz de frequência correta, de sintetizar compostos orgânicos utilizando compostos inorgânicos durante o processo de fotossíntese.

FOTOSSÍNTESE: Do grego em genitivo singular φωτός, photos, “da luz”. Grego em nominativo σύνθεσις, synthesis, “geração por união, formação”, que em biologia podemos traduzir por “produção ou geração de energia na célula” e em química “formação de uma substância complexa a partir de compostos mais simples”. “Da luz, criação”.

Ao longo dos anos esse reino sofreu modificações em sua estrutura. Linneu, o pai da taxonomia, agrupou no reino Plantæ Algas, “plantas superiores” e fungos. Havia também a definição dada por Aristóteles que plantas seriam seres desprovidos de habilidades motoras ou órgãos sensitivos.

Após a descoberta de organismos unicelulares foram adicionadas bactérias e algas no reino plantæ.

Hoje devido à cladística – método moderno de taxonomia que enfatiza a relação evolutiva, onde um clado ou taxon (pl. taxa) deve ser monofilético – seres como algas, fungos e bactérias foram removidos do reino das plantas. O Reino Viridæplantæ é monofilético e é composto por indivíduos eucarióticos que fotossintetizam utilizando clorofilas A e B presentes em seus cloroplastos. Armazenam energia em sua modalidade química, em moléculas de glicose que compõem amido. As plantas possuem em suas células parede celular formada basicamente e essencialmente por glicose.

*Algumas plantas não realizam fotossíntese, e são parasitas de outras plantas.

**A teoria da endossimbiose explica a existência de cloroplastos (e mitocôndrias) em organismos eucariontes.

DIVISÕES

As plantas podem ser divididas em Bryophyta (sensu lato***) (I), Tracheophyta (II) e Spermatophyta (III). Os representantes das três divisões “mais importantes” serão comentados nos tópicos abaixo: Bryophyta (sensu stricto****) (I), Pteridophyta (II), Gymnospermæ (III) e Angiospermæ (III).

***Sentido mais amplo;

****Sentido mais específico.

BRYOPHYTA (Sensu lato)

Essa divisão é caracterizada por não possuir sistemas vasculares nem raízes, folhas e caule verdadeiros. São descendentes de algas verdes e foram os pioneiros no povoamento terrestre há milhões de anos atrás.

O ambiente onde habitam é úmido e muitas vezes com uma luminosidade um pouco baixa (poderíamos dizer “penumbrófilos”, visto que “umbrófilos” seriam aqueles indivíduos que preferem extrema sombra), somente a necessária para realização de fotossíntese.

As briófitas (bryon: musgo; e phyton: planta) não produzem flores (são criptógamas) e são, na linha evolutiva, a transição entre algas verdes clorofíceas e plantas vasculares.

Essas plantas são muito importantes para os ecossistemas que compõem. Formam desde florestas tropicais até tundras. Servem de abrigo para microssistemas, retenção de nutrientes e água, além de evitar erosão dos solos.

As briófitas possuem gametângios (anterídios e arquegônios, masculinos e femininos respectivamente), retêm o zigoto e o embrião pluricelular em desenvolvimento no arquegônio. Apresentam esporófito pluricelular diploide.

São três as divisões de indivíduos que compõem o subreino bryophyta. São eles:

  1. Hepaticophyta;
  2. Anthrocerotophyta;
  3. Bryophyta (sensu stricto).

Atentaremos-nos a divisão Bryophyta (sensu stricto) por representarem os conhecidos musgos.

BRYOPHYTA (Sensu stricto)

Essa divisão é composta pelos musgos. Suas estruturas são denominadas rizoide (pêlos absorventes), filódeos e cauloides. Por não apresentarem vasos vasculares realizam o transporte de nutrientes através de difusão (o que explica o seu tamanho reduzido e limite de crescimento).

São dependentes de água porque seus gametas são flagelados. Durante os períodos de chuva os gametas masculinos são levados pelas gotas e gotículas de água até o encontro com gametas femininos. As plantas dessa divisão possuem um gênero único (ou são só masculinas ou só femininas), e crescem muito próximas umas às outras, o que forma o chamado “tapete de musgo” (colônias) em encostas, troncos ou pedras.

Após a formação do zigoto, há a formação do esporófito que libera inúmeros esporos de briófitas que germinam e reiniciam o ciclo de reprodução.

(Vide a imagem abaixo sobre o ciclo de reprodução de uma briófita)PTERIDOPHYTA

As pteridófitas são um grupo de vegetais sem semente e possuidores de vasos condutores. Possuem raízes, caules e folhas e possuem como principais representantes as samambaias.

Nas pteridófitas o período mais longo é onde se encontram os esporófitos. Eles possuem maior dimensão do que gametófitos (que podem ser minúsculos). Muitos gametângios podem realizar associação com fungos para que possam sobreviver e consolidar a espécie. Assim como as briófitas, a união dos gametas gera um embrião que dá origem a um esporófito. Para que haja união dos gametas é necessária água.

As pteridófitas (samambaias e plantas afins) constituem um grupo de plantas relativamente importantes, estimando-se o total de espécies no mundo como sendo 9.000 (há quem estime 10.000 a 12.000 espécies), das quais cerca de 3.250 ocorrem nas Américas. Destas, cerca de 30% podem ser encontradas no território brasileiro, que abriga inclusive um dos centros de endemismo e especiação de pteridófitas do Continente.

As pteridófitas, como as briófitas, se reproduzem por meio de um ciclo que apresenta uma fase assexuada e outra sexuada.

Uma samambaia-de-metro, por exemplo, que é comum em residências, é uma planta assexuada produtora de esporos. Por isso, ela representa a fase chamada de esporófito.

Em certas épocas, na superfície inferior das folhas da samambaia, formam-se pontos escuros chamados de soros, onde se produzem os esporos.

Quando os esporos amadurecem, os soros abrem-se, deixando-os cair no solo úmido; cada esporo, então, pode germinar e originar um prótalo, uma plantinha bem pequena em forma de coração. O prótalo é uma planta sexuada, produtora de gametas; por isso, ele representa a fase chamada de gametófito.

No prótalo, formam-se os anterozóides e as oosferas. Os anterozóides, deslocando-se em água, nada em direção à oosfera, fecundando-a. Surge, então, o zigoto, que se desenvolve, transformando-se em uma nova samambaia. Quando adulta essa planta forma soros, iniciando novo ciclo de reprodução.

Este processo de reprodução em um ciclo com uma fase assexuada e outra sexuada denomina-se alternância de gerações.

(Vide ciclo reprodutivo de uma samambaia)GYMNOSPERMÆ

As gimnospermas (do grego Gymnos: nu; e sperma: semente) são plantas terrestres que vivem, preferencialmente, em ambientes de clima frio ou temperado. Nesse grupo incluem-se plantas como pinheiros, as sequóias e os ciprestes.

As gimnospermas possuem raízes, caule e folhas. Possuem também ramos reprodutivos com folhas modificadas chamadas estróbilos. Em muitas gimnospermas, como os pinheiros e as sequóias, os estróbilos são bem desenvolvidos e conhecidos como cones – o que lhes confere a classificação no grupo das coníferas. Há produção de sementes: elas se originam nos estróbilos femininos. No entanto, as gimnospermas não produzem frutos. Suas sementes são “nuas”, ou seja, não ficam encerradas em frutos.

O estróbilo masculino produz pequenos esporos chamados grãos de pólen. O estróbilo feminino produz estruturas denominadas óvulos. No interior de um óvulo maduro surge um grande esporo.

Quando um estróbilo masculino se abre e libera grande quantidade de grãos de pólen, esses grãos se espalham no ambiente e podem ser levados pelo vento até o estróbilo feminino. Então, um grão de pólen pode formar uma espécie de tubo, o tubo polínico, onde se origina o núcleo espermático, que é o gameta masculino. O tubo polínico cresce até alcançar o óvulo, no qual introduz o núcleo espermático.

No interior do óvulo, o grande esporo que ele abriga se desenvolve e forma uma estrutura que guarda a oosfera, o gameta feminino. Uma vez no interior do óvulo, o núcleo espermático fecunda a oosfera, formando o zigoto.

Este, por sua vez, se desenvolve, originando um embrião. À medida que o embrião se forma, o óvulo se transforma em semente, estrutura que contém e protege o embrião.

Nos pinheiros, as sementes são chamadas pinhões. Uma vez formados os pinhões, o cone feminino passa a ser chamado “pinha”. Se espalhadas na natureza por algum agente disseminador, as sementes podem germinar. Ao germinar, cada semente origina uma nova planta. Além disso, as sementes armazenam reservas nutritivas, que alimentam o embrião e garantem o seu desenvolvimento até que as primeiras folhas sejam formadas. A partir daí, a nova planta fabrica seu próprio alimento pela fotossíntese.

(Vide ciclo reprodutivo de gimnospermas).ANGIOSPERMÆ

As angiospermas produzem raiz, caule, folha, flor, semente e fruto. Considerando essas estruturas, perceba que, em relação às gimnospermas, as angiospermas apresentam duas características especiais: as flores e os frutos.

As flores podem ser vistosas tanto pelo colorido quanto pela forma; muitas vezes também exalam odor agradável e produzem um líquido açucarado – o néctar – que serve de alimento para as abelhas e outros animais. Há também flores que não têm peças coloridas, não são perfumadas e nem produzem néctar.

AS PARTES DA FLOR

Os órgãos de suporte – órgãos que sustentam a flor, tais como:

Pedúnculo – liga a flor ao resto do ramo.

Receptáculo – dilatação na zona terminal do pedúnculo, onde se inserem as restantes peças florais.

Órgãos de proteção

Órgãos que envolvem as peças reprodutoras propriamente ditas, protegendo-as e ajudando a atrair animais polinizadores. O conjunto dos órgãos de proteção designa-se perianto. Uma flor sem perianto diz-se nua.

Cálice – conjunto de sépalas, as peças florais mais parecidas com folhas, pois geralmente são verdes. A sua função é proteger a flor quando em botão. A flor sem sépalas diz-se assépala. Se todo o perianto apresentar o mesmo aspecto (tépalas), e for semelhante a sépalas diz-se sepalóide. Neste caso diz-se que o perianto é indiferenciado.

Corola – conjunto de pétalas, peças florais geralmente coloridas e perfumadas, com glândulas produtoras de néctar na sua base, para atrair animais. A flor sem pétalas diz-se apétala. Se todo o perianto for igual (tépalas), e for semelhante a pétalas diz-se petalóide. Também neste caso, o perianto se designa indiferenciado.

Órgãos de reprodução

Folhas férteis modificadas, localizadas mais ao centro da flor e designadas esporófilos. As folhas férteis masculinas formam o anel mais externo e as folhas férteis femininas o interno.

Androceu – parte masculina da flor, é o conjunto dos estames. Os estames são folhas modificadas, ou esporófilos, pois sustentam esporângios. São constituídas por um filete (corresponde ao pecíolo da folha) e pela antera (corresponde ao limbo da folha);

Gineceu – parte feminina da flor: é o conjunto de carpelos. Cada carpelo, ou esporófilo feminino, é constituído por uma zona alargada oca inferior designada ovário, local que contém óvulos. Após a fecundação, as paredes do ovário formam o fruto. O carpelo prolonga-se por uma zona estreita, o estilete, e termina numa zona alargada que recebe os grãos de pólen, designada estigma. Geralmente o estigma é mais alto que as anteras, de modo a dificultar a autopolinização.

Os frutos contêm e protegem as sementes e auxiliam na dispersão na natureza. Muitas vezes eles são coloridos, suculentos e atraem animais diversos, que os utiliza como alimento. As sementes engolidas pelos animais costumam atravessar o tubo digestivo intactas e são eliminadas no ambiente com as fezes, em geral em locais distantes da planta-mãe, pelo vento, por exemplo. Isso favorece a espécie na conquista de novos territórios.

(Vide esquema de reprodução de uma angiosperma).

QUADRINHOS – DOENÇA DE CHAGAS

Na página 10 da revista Scientific American Brasil do mês Maio de 2011 (ANO Nove; Nº108) encontra-se o texto “Partilhar e Compartilhar”. Abaixo, segue a reportagem digitada.

Partilhar e Compartilhar

Bactérias trocam genes com seus vizinhos mais frequentemente que os pesquisadores pensavam

Bactérias e arqueias – conhecidas pelo nome de procariotas – vivem de modo geral em toda parte, dividindo-se alegremente em lugares que vão do ácido estomacal a respiradouros em alto-mar.

Elas conseguem se dar bem em tantos lugares tão diferentes porque seus genomas são incrivelmente flexíveis: eles se alteram, perdem e duplicam genes quase à vontade. Cientistas reconheceram há muito que procariotas também adquirem genes de seus vizinhos (prerrogativa que contribuiu para resistência a antibióticos). Mas se considerava que esse método de adquirir novo DNA, chamado transferência horizontal de genes, fosse relativamente raro e ocorresse apenas sob fortes pressões no ambiente, como exposição a poderosos antibióticos.

Um estudo recente em PLoS Genetics descobriu, ao contrário, que procariotas adquirem genes de microorganismos vizinhos com frequência. Essa transferência ocorre quando um indivíduo obtém informação genética de outro via uma ponte ou um vírus e se dá até quando dois procariotas são de espécies diferentes.

Ao compilar um banco de dados de 110 diferentes genomas procariotas, Todd J. Treangen e Eduardo P. C. Rocha, do Instituto Pasteur em Paris, calcularam o número de genes adquiridos através de transferência horizontal de genes. Eles sabiam que genes que evoluem dentro do próprio genoma procariota muitas vezes se localizam perto de genes semelhantes e têm funções semelhantes em genes existentes. Genes que chegam via transferência horizontal, no entanto, aparecem aleatoriamente ao longo de todo o genoma e com frequência têm funções radicalmente diferentes. Ao rastrear esses dois principais indicadores Treangen e Rocha calcularam que procariotas que eles estudaram adquiriram entre 88% e 99% de novos genes por transferência horizontal.

-Carrie Arnold”

Há também nessa mesma edição, das páginas 52 a 59, uma reportagem sobre bactérias. A reportagem trata sobre os riscos de uma enorme variedade de infecções bacterianas devido aos novos padrões de resistência aos antibióticos.

Na página 10 da revista Scientific American Brasil do mês Maio de 2011 (ANO Nove; Nº108) encontra-se o texto “Vencendo a Dengue pela Esperteza”. Abaixo, segue a reportagem digitada.

Vencendo a Dengue pela Esperteza

Por que vacinar mosquitos, e não pacientes

Logo ao nascer do sol, no início de janeiro passado, uma van de entregas rodava por uma rua de subúrbio em Queensland, na Austrália. Transportava tubos com mosquitos da dengue, doença parecida com a gripe que ataca entre 50 milhões e 100 milhões de pessoas ao ano, no mundo inteiro. Ocupantes do veículo faziam paradas a cada quatro casas e liberavam 40 mosquitos no ambiente. Ao final de uma semana, haviam liberado 6 mil insetos e até o início de março chegaram a 72 mil.

À primeira vista pode parecer bioterrorismo. Mas, na realidade, esta é uma nova forma de controle biológico de insetos. Scott O’Neill, da University of Queensland, e seus colegas estão testando um novo método de reduzir a propagação da dengue, um pesadelo crescente nos trópicos que agora apareceu nos Estados Unidos. Ainda que quase sempre não seja fatal, a dengue pode levar pacientes para o hospital. E ela não tem cura nem vacina.

A estratégia inovadora de O’Neill é vacinar os mosquitos em vez de pacientes. Em seu laboratório, com a ajuda de um microscópio funcionários injetam a bactéria Wolbachia pipientis, inofensiva para humanos e comum entre insetos, em ovos de mosquitos Aedes aegypti, principal transmissor da dengue. O’Neill descobriu que a Wolbachia torna o A. aegypti imune ao transmissor da dengue. E toda a descendência do mosquito inoculado herda essa imunidade

O método de O’Neill, não vinculado a modificação genética, contrasta com os esforços para controle da dengue que ganharam manchetes no fim do ano passado. Em dezembro, a companhia britânica de tecnologia Oxitec liberou, na Malásia, 6 mil mosquitos machos geneticamente modificados, para espanto de alguns grupos que manifestaram preocupação com possíveis efeitos de insetos GM em humanos e ecossistemas. Os resultados para a Malásia ainda não etão disponíveis. Mas Luke Alphey, cientista-chefe e fundador da Oxitec, prevê que uma liberação anterior de 3,3 milhões de mosquitos na Ilha da Grande Caimã resultou em redução de 80% na quantidade de Aedes aegypti. E isso porque muitas fêmeas se acasalaram com parceiros tornados geneticamente inférteis.

Os resultados obtidos por O’Neill também são promissores. Testes iniciais demonstraram que cerca de 25% das larvas na população vivendo na Natureza estavam infectadas com Wolbachia. Em fins deste mês de maio, quando termina a estação úmida na Austrália, ele espera alcançar a meta de seu experimento: demonstrar que a Wolbachia consegue invadir uma população de A. aegypti na Natureza. Em caso positivo, ele espera iniciar uma tentativa semelhante no Vietnã no início do verão boreal.

-Rebecca Coffey”

Há também nessa mesma edição, das páginas 52 a 59, uma reportagem sobre bactérias. A reportagem trata sobre os riscos de uma enorme variedade de infecções bacterianas devido aos novos padrões de resistência aos antibióticos.

PAREDE CELULAR

As bactérias possuem uma espessa (rígida) parede celular que mantém a integridade da célula e determina sua forma característica. Como o citoplasma das bactérias contém uma alta concentração de substâncias dissolvidas, elas (as bactérias) geralmente se encontram em um estado hipotônico em relação ao meio em que se encontram. Por esse motivo existe uma tendência natural de a água fluir para o interior da célula, e sem a parede celular a célula bacteriana seria invadida pela água e sofreria lise (literalmente estouraria – lise osmótica). É possível demonstrar isso usando enzimas que degradam a parede celular restando apenas um protoplasto (célula cuja parede celular foi removida).

O componente principal da parede celular, que também é responsável pela sua rigidez, é o peptidoglicano (ou mureína). Esse composto possui uma grande massa molecular e seus monômeros são os que seguem: N-acetilglucosamina, ácido N-acetilmurâmico e uma pequena cadeia peptídica. Esta última possui em sua estrutura os aminoácidos L-alanina, D-alanina, ácido D-glutâmico podendo também conter L-lisina ou então ácido diaminopimélico. Este último é um raro aminoácido que só é encontrado na parede celular de seres procariontes.

As moléculas formadoras do peptidoglicano são sintetizadas no interior da célula e são transportadas pela membrana plasmática através do fosfolipídio bactoprenol-fosfato antes de se tornarem membros da estrutura da parede celular. Enzimas chamadas transpeptidases então ligam covalentemente as cadeias peptídicas umas às outras formando uma cadeia complexa. É a forma cruzada da ligação entre os compostos que formam a parede celular que dá à mesma sua força e resistência mecânica. Alguns antibióticos inibem a síntese da parede celular da célula; antibióticos baseados no anel β-lactâmico como a penicilina inibem as transpeptidases, enfraquecendo a parede celular, enquanto a bacitracina atinge o transporte dos precursores do peptidoglicano (que “caminham” em direção ao exterior da célula). Apesar de todas as bactérias (salvo algumas exceções) possuírem uma parede celular formada por peptidoglicano, existem dois grupos distintos quanto a sua forma de estrutura. Esses grupos são conhecidos por: bactérias Gram-positivas e bactérias Gram-negativas. O nome Gram provém do cientista Christian Gram, que no século XIX desenvolveu uma técnica de coloração rápida que poderia diferenciar bactérias pertencentes a um dos dois tipos básicos.

MÉTODO DE GRAM

Esquema da parede celular de uma célula Gram-positiva. É possível observar a camada espessa de peptidoglicano e as ligações feitas pelos ácidos teicóicos na parede ou na membrana plasmática (HOGG, Stuart, ESSENTIAL MICROBIOLOGY, 2005).

O método consiste em uma sequência do uso de corantes biológicos. Esses corantes são formados (em sua constituição molecular) por dois grupos: O que dá a coloração e o que é ionizado e reage com as estruturas do ser a ser estudado.

A princípio é adicionado um corante chamado cristal violeta e então se adiciona Iodo (que exerce função de mordente – funciona como um fixador). É adicionado então álcool (para dissolver a tintura e os lipídios dos compostos bacterianos) ao sistema e um número de células sobrevive ao tratamento, sendo que algumas delas ficam descoloridas. Para tingir as células que não foram afetadas em sua coloração pelo corante violeta é então inserido um contra-corante (safranina – ou vermelho básico 2) que é mais fraco que o corante principal e tingirá apenas as células que foram descoloridas durante a adição de álcool ao sistema. Aquelas que são tingidas de violeta são denominadas bactérias Gram-positivas e aquelas que não são tingidas pelo corante violeta são denominadas Gram-negativas.

Mesmo que o sistema de coloração de Gram fosse útil durante todos esses anos, o princípio pelo qual ele agia só foi descoberto após o desenvolvimento da microscopia eletrônica, que pôde explicar no nível de estruturas celulares moleculares como o processo ocorria.

BACTÉRIAS GRAM-POSITIVAS

Células Gram-positivas possuem uma parede relativamente simples em estrutura, composta por várias camadas de peptidoglicano ligado uns aos outros por ligações cruzadas formando uma rede rígida e forte. Além disso, eles possuem ligações químicas com ácidos teicóicos. Esses ácidos contêm um grupo fosfato, o que torna a superfície da célula carregada negativamente.

BACTÉRIAS GRAM-NEGATIVAS

Células Gram-negativas possuem uma quantidade muito menor de peptidoglicano do que as Gram-positivas. Isso faz com que sua parede celular não seja tão espessa e forte quanto a das outras supracitadas, mas sua estrutura é mais complexa devido ao fato da existência de uma membrana de lipoproteínas, polissacarídeos e fosfolipídios, que envolve sua parede celular. A essa membrana dá-se o nome de membrana externa.

Esquema da parede celular de uma célula Gram-negativa. É possível observar a camada fina (em comparação com as Gram-positivas) de peptidoglicano e a camada externa que forma uma membrana de lipopolissacarídeos. Existem as proteínas que permitem a comunicação (transporte de substâncias) do meio externo com o periplasma. (HOGG, Stuart, ESSENTIAL MICROBIOLOGY, 2005)

Ao invés de possuir uma camada dupla de fosfolipídios, como a membrana plasmática, ela (a membrana externa) possui apenas uma camada. A outra camada é formada por lipopolissacarídeos. Essa última camada é composta por três partes: lipídio A, um polissacarídeo central e uma cadeia lateral O específica. O lipídio A age como uma endotoxina, que se liberada na corrente sanguínea pode levar a sérias condições como febre e choque. Os antígenos O específicos são polissacarídeos cuja composição varia entre cepas de uma mesma espécie. Métodos sorológicos conseguem distinguir as cepas específicas, uma importante ferramenta para a descoberta de agentes etiológicos de certos surtos de uma determinada doença.

Proteínas incorporadas na membrana externa formam canais que permitem a passagem de água e pequenas moléculas para o “interior” da célula (lembrando que após passar pela membrana externa ainda existe a passagem pela membrana interna e a parede celular, não sendo assim uma passagem direta para o citoplasma). Na verdade, antes de atingir a membrana plasmática, o composto passa pelo periplasma (Essa região entre as duas membranas, onde se encontra também a parede celular).

Ao contrário da membrana plasmática, a membrana externa não exerce funções na respiração celular bacteriana.

AFINIDADE MOLECULAR

A afinidade entre os compostos (polar e apolar, hidrofílico e hidrofóbico) é o que caracteriza a interação desses mesmos compostos. A tintura violeta fica confinada na célula de bactérias Gram-positivas, pois ocorre a desidratação das proteínas e do peptidoglicano e isso causa o fechamento dos poros existentes na parede celular não permitindo que o corante saia da célula (A parede é muito mais espessa nas Gram-positivas, o que faz com que o número de poros fechados seja muito grande). O ácido teicóico ligado ao peptidoglicano e a membrana plasmática da bactéria Gram-positiva torna a parte externa da célula negativa, e isso caracteriza uma espécie de dipolo que pode induzir a fixação do corante com mais facilidade e por mais tempo. As forças intermoleculares atuam em moléculas polares com mais intensidade do que em moléculas apolares.

A membrana externa das bactérias Gram-negativas é removida pelo álcool e os poros da parede celular dessas células não são suficientes quando fechados para não permitir a saída do corante de seu interior. Assim o corante não encontra muita dificuldade para sair do seu citoplasma.

IMAGENS

COCOS

DIPLOCOCOS

ESTAFILOCOCOS
ESTREPTOCOCOS
BACILOS GRAM POSITIVOS Bacillus subtilis
BACILOS GRAM NEGATIVOS Escherichia coli
DIPLOBACILOS
ESTREPTOBACILOS

ANTRAZ (Ou Carbúnculo) é o nome da doença altamente infecciosa causada pela bactéria Bacillus anthracis. Essa bactéria, assim como a doença, será descrita no decorrer desta leitura. Lembre-se que o conteúdo disponível nesse blog é puramente acadêmico. Não somos profissionais da saúde. Em caso de suspeita procure um posto de saúde ou hospital mais próximo.

B. anthracis

A bactéria causadora da doença supracitada é do gênero Bacillus, uma bactéria encapsulada (Cápsula antifagocítica no caso dessa bactéria), imóvel. As bactérias desse gênero são reconhecidas por possuírem um formato de bastonete sendo, em geral, patogênicas aos seres humanos e outros mamíferos. São produtoras de endósporos todas as espécies desse gênero. Muitas produzem toxinas, o que desencadeia a doença.

  • Endósporos: São estruturas dormentes e duras com fins não-reprodutivos produzidos por um grupo específico de bactérias. Sua função primária é garantir a sobrevivência da bactéria durante períodos de stress ambiental. São resistentes a muitos agentes químicos,  físicos, variações de temperatura e escassez de nutrientes vitais para a bactéria. Podem ser encontrados com mais facilidade no solo ou na água. Na B. anthracis esses endósporos são gerados quando ela é exposta ao gás oxigênio.

Essa bactéria, assim como outras do seu gênero, é Gram positiva, sendo, portanto, facilmente identificada adicionando o corante principal cristal violeta à solução contendo a cepa de bactérias destinadas a análise. Sendo a sua categoria Gram positiva isso significa que possuem uma parede celular espessa de peptideoglicano em volta de sua membrana plasmática (Na porção exterior da célula). Além do peptideoglicano encontramos também polissacarídeos denominados ácidos teicóicos na sua parede. Esses ácidos são polímeros de glicerol e ribitol fosfatos que estão ligados ao peptideoglicano ou à membrana plasmática. Carregados negativamente, eles podem ajudar no transporte de íons positivos para o interior ou para o exterior da célula e no armazenamento de fósforo.

ANTRAZ (Carbúnculo)

É uma doença comum em animais herbívoros (Selvagens ou domésticos) que também pode afetar o ser humano (Já que este pode estar exposto a algum dos animais infectados, tecidos dos mesmos ou elevadas concentrações de endósporos da bactéria B. anthracis).

Essa doença se torna grave e de alta virulência quando os endósporos da bactéria são inalados ou atingem um número superior a dez mil endósporos (Esse número pode ser letal). Nas “Notas Adicionais” no final desse post descreveremos o potencial dessa bactéria para se tornar (Assim como já foi usada no ano de 2001) o principio ativo de armas biológicas.

Nos seres humanos os casos da doença se devem por exposição aos animais infectados, ingestão de carne contaminada, ou pele. A doença se manifesta de três maneiras: Cutânea, pulmonar e gastrointestinal. Não há relatos de transmissão de doenças entre humanos por contágio direto (Contato entre humanos). Normalmente o contágio se da por contato com os endósporos da bactéria.

1.      Cutânea – A maioria das infecções ocasionadas de forma natural pela B. anthracis é dessa forma. O número de mortes é mínimo quando tratada a doença. A infecção cutânea tem inicio com uma pequena pápula que progride para uma vesícula em um ou dois dias e erupciona deixando uma úlcera necrótica com centro enegrecido (Vide NA no final desse post). A lesão é normalmente indolor. Outros sintomas podem ser febre, mal-estar, dor de cabeça e possível inflamação dos linfonodos adjacentes.

2.      Gastrointestinal – Normalmente possui como causa a ingestão de carne contaminada pelo agente etiológico. É caracterizada por uma inflamação aguda no trato digestivo. Existem ferimentos na base da língua ou nas tonsilas palatinas (Nome atual das antigas “amígdalas”), com dor de garganta, febre, disfagia e inflamação dos linfonodos da região (Linfoadenopatia regional). Há também inflamação aguda do intestino. Sinais iniciais de náusea, perda de apetite, vômito e febre são seguidos por dor abdominal, hematemese e melena (Saída de sangue de origem gastrointestinal pela boca e excreção de fezes pastosas de cor escura de odor fétido – sinal de hemorragia proveniente da porção do estômago ao intestino delgado devido à coloração – respectivamente).

3.      Pulmonar – É resultado da inspiração de endósporos da B. anthracis. O período de incubação é inversamente proporcional a dose de exposição. B. anthracis continua na forma de endósporos por muitas semanas o que normalmente não ocorre nos outros modos da doença, fato estudado em diversas pesquisas. Os endósporos germinam no interior do pulmão e iniciam a multiplicação nos macrófagos alveolares. Os sintomas iniciais incluem dor de garganta, febre moderada e dores musculares. Depois de alguns dias, estes sintomas podem evoluir para dispnéia (Falta de ar) e choque (Choque Séptico – Nesse caso ocorre a vasodilatação de todos os vasos sanguíneos de forma inapropriada devido à liberação das endotoxinas pela bactéria). Frequentemente se desenvolve meningite (Vide NA).  Os endósporos são fagocitados por macrófagos alveolares que se deslocam até os linfonodos da região e durante o deslocamento os endósporos germinam dentro dos macrófagos tornando-se bactérias vegetativas. Essas bactérias são liberadas e multiplicam-se nos linfonodos, causando mediastinite (inflamação do mediastino – onde estão localizados coração, pulmões, grandes vasos e outras estruturas importantes) hemorrágica, e se disseminam pelo corpo através da corrente sanguínea.

A imagem abaixo ilustra o ciclo do contágio da doença. Verificamos a partir da imagem que mosquitos também podem transmitir os endósporos para o ser humano (Assim como o contato com o solo e água contaminados que não estão tão explícitos na figura).

TRATAMENTO

Para o tratamento do ANTRAZ são utilizados agentes antimicrobianos, como as penicilinas e a doxiciclina. Nos casos de ANTRAZ respiratório, gastrointestinal, meníngeo e cutâneo com sinais de envolvimento sistêmico (Edema extenso, ou de lesões na cabeça e pescoço) requerem terapia intravenosa. Apesar do tratamento precoce e intenso, o prognóstico dos pacientes com ANTRAZ respiratório, gastrointestinal, meníngeo permanece obscuro. A terapia com antibióticos deve ser mantida pelo menos quatorze dias após a remissão dos sintomas.

Para pacientes alérgicos a penicilina pode-se usar cloranfenicol, eritromicina, tetraciclina, ou ciprofloxacina. Nos casos em que se suspeita da resistência a penicilina e a doxiciclina deve-se administrar ciprofloxacina empiricamente.

Ainda não existem preparações contra toxinas da B. anthracis, portanto, o tratamento precoce é essencial. Caso a doença atinja certo ponto conhecido como “Não-Retorno” é pouco provável que o paciente sobreviva, mesmo com o tratamento coreto. As toxinas são cumulativas e ficam retidas pelo organismo mesmo após a morte das bactérias por algum tempo (Tempo este capaz de levar o dito paciente nesse estágio para os braços da morte).

PREVENÇÃO

As maneiras de se prevenir o antraz é evitar o contato com animais e produtos contaminados e evitar comer carne mal cozida. Outra forma de prevenção é a vacina. A vacina tem 93% de eficácia na proteção contra a infecção. Depois de tomada a primeira dose deve se tomar as doses subsequentes em duas e quatro semanas, e seis,doze e dezoito meses depois da data da primeira vacinação. Assim que completo o cronograma, reforços são recomendados anualmente. Vale a pena lembrar que a vacina de animais não deve ser usada em humanos.

NOTAS ADICIONAIS (NA)

1.      O nome antraz (Em português) deriva do grego anthrax que se traduz como “carvão” devido à relação entre esse composto de carbono e a coloração dos ferimentos.

2.      Durante a leitura de um livro religioso famoso (A Bíblia), encontramos Moisés e as dez pragas do Egito. Uma das pragas (Possivelmente ANTRAZ) foi a causadora de ulcerações na pele da população egípcia. Muitos relatos indicam que essa doença é uma velha conhecida da humanidade. O que nos leva crer que poderia ser essa doença é a descrição de como foi o ritual e como se descrevia a praga: “Deus instrui Moisés a tomar mãos cheias de cinza de forno e a espalhar o pó, provocando nos homens e nos animais tumores que se arrebentem em úlceras por toda a terra do Egito.”

3.      ANTRAZ Meníngea – O envolvimento das meninges é uma complicação rara do antraz. A porta de entrada mais comum é a pele. A bactéria pode se disseminar para o sistema nervoso central através de disseminação hematogênica ou linfática. Meningite por antraz é quase sempre fatal. A morte ocorre de um a seis dias após o inicio da doença, apesar da terapia intensiva com antibióticos. Além dos sintomas meníngeos e rigidez de nuca, os pacientes apresentam febre, fatiga, mialgia, cefaléia, náuseas, vômitos, e algumas vezes agitação, convulsões, e delírio. Os sintomas iniciais são seguidos por rápida degeneração neurológica e morte. Os achados encontrados na patologia são meningite hemorrágica, edema extenso, infiltrado inflamatório, e numerosas bactérias gram-positivas na leptomeninge. O fluido cefalorraquidiano é freqüentemente sanguinolento e contem bacilos gram-positivos.

4.      Em 2001 foram registrados vários casos de ataques biológicos nos EUA por endósporos de B. anthracis enviados em cartas para a população e departamentos do governo. Muitas mortes ocorreram e o evento aconteceu uma semana após a queda das Torres Gêmeas. Abaixo uma das cartas enviadas pelos terroristas (Há possível envolvimento de um cientista americano no caso).

Carta enviada por terroristas demonstrando o verdadeiro objetivo da carta contendo endósporos da bactéria B. anthracis.

Tradução da carta:

“09-11-01

Vocês não podem nos impedir.

Nós temos esse antraz.

Vocês morrem agora.

Vocês estão assustados?

Morte à América.

Morte a Israel.

Alá é Grande.”

(O título deriva de uma conversa do chat da turma onde estávamos discutindo sobre os melhores posts e relacionando os fatos como se vivessemos em um mercado competitivo de informações. É uma grande loucura – ou falta do que fazer – pensar sobre isso, mas tudo feito em prol da diversão.)

O ritual da indicação é um processo laboroso, de horas de estudo e análise para avaliar de forma justa (do ponto de vista do autor) os fatos que lhe são entregues. Fatos estes que são de extrema importância não só no sentido de avalição acadêmica, mas de construir e adquirir conhecimento.

O Blog indicado pertence as escritoras Aline e Clara. Uma página com conteúdo muito bom, que pode ser considerada como sendo Ótima. Detalhado e preciso, o blog e suas informações ajudam a entender o mundo desses seres microscópicos, os Vírus.

Todos os Blogs possuem o seu mérito, pois a satisfação de ver um post terminado e publicado em sua página não tem preço. Importantes também são as avaliações que nos são dadas, porque o que para muitos parece como uma espécie de crítica dura, é um desejo de crescimento na vida e em conhecimento que nossos mestres nos oferecem. Não pensem que o trabalho de escrever um blog se restringe apenas aos alunos. Não. Há quem leia, e quem corrija. A professora também precisa se preparar, e como leitora tem o direito de fazer críticas construtivas em nossos blogs tentando melhorar nossa forma de escrita, para que esse trabalho atinja não só uma pequena população, mas que sirva de exemplo para muitos outros mestres e estudantes.

A fim de não prolongar muito a “fala” deste singelo autor, que escreve mais do que o computador suporta, que o wordpress comporta e que a vista aguenta, postarei (em hyperlink no nome das autoras) o endereço da página do Blog dessas Meninas que  escrevem muito bem e te prendem na leitura de seu blog.

Aline e Clara